sexta-feira, julho 28, 2006

Confissão [de Fé] dos Estudantes de Genebra de 1559

Eu confesso que Deus criou não somente o mundo visível, ou seja, os céus e a terra e tudo o que nele há, mas também os espíritos invisíveis, alguns dos quais continuaram em sua obediência, enquanto outros pela sua própria falta caíram em perdição: e que a perseverança que estava nos anjos veio da gratuita eleição de Deus, que continuaram em Seu amor e bondade, que lhes concedeu uma constância imutável para sempre persistirem no bem. Assim, eu detesto o erro dos Maniqueus que imaginam que o demônio é mal por natureza, e tem sido origem e princípio de si mesmo.

Eu confesso que Deus criou o mundo, e continua ao mesmo tempo sendo o seu perpétuo Governador: de modo que nada toma lugar, ou pode ocorrer exceto pelo Seu conselho e providência. Mas, apesar do demônio e os ímpios laborarem para lançar todas as coisas em confusão, como sempre fazem fielmente aos seus pecados, não podem perverter a correta ordem.

Eu reconheço que Deus sendo o supremo Príncipe e Senhor de tudo, torna o mal em bem, dispõe e dirige todas as coisas, e tudo o que eles são por um secreto restringir, de uma maneira maravilhosa, convém que O adoremos em toda a humildade, mesmo que não consigamos compreender como isto acontece.

Eu confesso que somos feitos participantes em Jesus Cristo e de todos os Seus benefícios, pela fé no Evangelho, quando somos assegurados de uma correta certeza das promessas que estão contidas nele: e, isto excede a todas as nossas forças, e que somos incapazes de alcançá-las, a não ser pelo Espírito de Deus; e assim, que isto é um dom especial, não sendo comunicado, senão aos eleitos que foram predestinados antes da criação do mundo para a herança da salvação, sem considerar a sua dignidade ou virtude.

Fonte: B.B. Warfield, Studies in Theology, pp. 194-195
Nota: o Dr. B.B. Warfield extrai este texto da Opera Calvini, vol. IX, pp, 721-726

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